quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

POR QUE ROMPER O ANO NA IGREJA?

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa
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            Conquanto não seja um mandamento, o famoso “culto da virada” passou a fazer parte do calendário da maioria das igrejas; e de acordo com pesquisas recentes, romper o ano reunido com sua comunidade de fé é a opção preferida dos crentes. É bem verdade, entretanto, que nem todas as comunidades de fé observam essa prática. Algumas optam por não realizar esse tipo de celebração, e incentivam os membros a comemorar com suas famílias. Mas, mesmo assim, há quem busque outra igreja para passar a “virada do ano”.
            Mas, por que é tão importante passar os últimos momentos do ano na igreja? Bem, a passagem de um ano para outro, embora não aconteça no mesmo momento em todos os países, é uma ocasião importante nas mais diversas culturas. Porém, desde a antiguidade, misticismo, orgias e bebedeiras fazem parte dessa celebração. Os cristãos genuínos, por outro lado, nunca abraçaram esse tipo de conduta. Afinal, como diz a Sagrada Escritura, isso fazia parte de nossa antiga natureza (1Pedro 4.3). Logo, jamais celebraríamos o início de um novo ano num ambiente que congrega embriaguez e promiscuidade. Além disso, seguindo o preceito bíblico de dar graças por tudo (1Tessalonicenses 5.18), é muito mais saudável que nos reunamos como igreja para agradecer ao Senhor pelo ano que se encerra.
            Sabe-se, no entanto, que muitos veem a “virada” como um momento mágico, no qual o destino pode ser definido; basta fazer a coisa certa: usar roupa branca, pular sete ondas, se equilibrar apenas no pé direito, brindar com champanhe, etc. Essas práticas estão presentes nas mais diversas reuniões. Lamentavelmente, até entre os evangélicos existem pessoas apegadas a essas crendices.
            Contudo, como falamos acima, o momento da “virada” é determinado pelo tipo de calendário que cada povo utiliza. Alguns usam o calendário solar, outros o lunar, e ainda há quem opte pelo lunissolar. Isto é, enquanto celebramos o fim do ano no mês de  dezembro, os judeus já o fizeram em setembro, os muçulmanos em outubro, e os chineses só o farão em fevereiro. Ora, como pode ser um momento “mágico” visto que não se trata de uma data universal? Não é um ponto fixo no tempo! Ademais, dias mágicos não existem! Essa crença é estranha ao ensino das Escrituras Sagradas. Todos os dias são iguais e foram feitos pelo Senhor: “este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele” (Salmo 118.24).
            Decerto, não há nenhuma relação entre o misticismo popular e a tradição de romper o ano na igreja. Por conseguinte, quem opta por reunir-se com sua igreja nessa ocasião, não deve esperar receber uma “bênção especial” simplesmente por estar ali e não em outro lugar. Na verdade, o “culto da virada” nada mais é do que a expressão de nossa gratidão e amor ao nosso Salvador, e uma demonstração pública de que rejeitamos os elementos da celebração secular (bebedeira, misticismo, promiscuidade).
            Portanto, aproveite essa data para convidar sua família e amigos para experimentar um réveillon diferente, com a igreja do Senhor. Deixe os fogos pra lá! Venha cultuar conosco! Com certeza, será muito mais edificante!
Deus o abençoe!
Feliz 2018!
Pr. Cremilson Meirelles

sábado, 23 de dezembro de 2017

O NATAL É UMA FESTA CRISTÃ?



Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa


Embora o natal tenha sido invadido por figuras extrabíblicas, como o papai noel e seus duendes, sua razão de ser é a celebração da encarnação do verbo eterno, ou seja, o nascimento de Jesus. Logo, não há razão para duvidar de que se trata de uma festa cristã. Afinal de contas, quem mais celebraria a vinda do Filho de Deus, senão os cristãos?
Contudo, nem todos concordam com essa conclusão. Há pessoas que entendem que o natal é, na verdade, uma festa pagã disfarçada de cristã. Isso porque, conforme afirmam os defensores desse pensamento, os elementos constituintes da festa (árvore de natal, troca de presentes, ceia, etc) são oriundos de antigas celebrações pagãs. Nesse ponto, não podemos discordar. Realmente, no passado, esses elementos pertenceram ao paganismo; mas, hoje não pertencem mais. Eles foram completamente despidos de seus significados e propósitos pagãos. Ninguém mais os utiliza com o objetivo de honrar  outras divindades. 
Não obstante, os inimigos do natal se mantêm firmes em sua postura, argumentando que, mesmo não sendo empregados com propósitos pagãos, os elementos permanecem ligados aos demônios do paganismo. Sendo assim, quem os usar estará automaticamente fazendo um pacto com essas entidades, e atraindo, assim, maldições para sua vida.
O grande problema com essa conclusão é a completa ausência de fundamentação bíblica. Porquanto, a Bíblia não ensina esse tipo de “pacto involuntário”. Isso é coisa de hollywood! O curioso, entretanto, é que essa coisa de “pacto involuntário” só vale para o mal, e nunca para o bem. Se alguém que odeia Jesus, por exemplo, tiver uma Bíblia em sua casa, não há um crente sequer que diga que, por causa daquele exemplar da Sagrada Escritura, o indivíduo, mesmo odiando a Deus, tem um pacto com o Todo-poderoso. Você percebe o absurdo desse pensamento? Mas, por mais incrível que pareça, os mesmos que defendem essa heresia condenam o natal.
Todavia, nem todos os algozes do natal fundamentam suas críticas em um terreno tão arenoso. Alguns se baseiam na incerteza em relação ao dia em que Jesus nasceu. Pois, dizem que não se pode celebrar o aniversário de alguém no dia errado. Porém, essas mesmas pessoas, quando o aniversário de 15 anos da filha cai numa quarta-feira, transferem a festa para o sábado. O mesmo ocorre em relação à páscoa: todo ano muda de data e ninguém vê problema nenhum nisso. Parece que a regra de só celebrar no dia exato só vale para o nascimento de Jesus.
É claro, entretanto, que não consideramos imprescindível a observância de todas as tradições natalinas. Afinal, embora não firam nenhum princípio bíblico (à exceção do papai noel, que claramente é uma afronta ao Pai celestial), não foram biblicamente ordenadas. No entanto, não há problema algum em praticá-las; desde que não se tornem substitutos do real motivo da celebração, a saber, a encarnação do Todo-poderoso.
Feliz natal! Deus o abençoe!
Pr. Cremilson Meirelles



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