quinta-feira, 14 de setembro de 2017

COMO SABER SE DEUS ESTÁ PRESENTE NO CULTO?

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa


            Já parou para pensar nisso? Será que Deus compareceu ao último culto que você prestou? Como ter certeza? É possível medir a intensidade dessa presença? Há algum “espiritômetro” para verificar se o Espírito Santo está conduzindo as atividades? Como determinar essas coisas? Quais os indícios da presença de Deus? Seriam os arrepios? Os tremeliques? Os pulos? Os gritos? É claro que não! Nenhuma dessas perguntas faz sentido! Na verdade, questionamentos como esses só existem, porque há quem pense que se os crentes se ajuntarem ordeiramente, de modo que ninguém pule, grite ou tenha tremeliques, o culto prestado não contará com a presença do Senhor. Mas, com base em quê pode-se afirmar tal coisa? Afinal de contas, não há nada na Bíblia que fundamente esse raciocínio. De onde veio isso, então? É o que veremos a seguir.

            Ideias como as listadas acima, nasceram a partir da supervalorização das sensações em detrimento das Escrituras, o que geralmente acontece nos grupos pentecostais e neopentecostais, onde o fator determinante para saber se Deus está presente é “sentir a presença de Deus”. O grande problema, entretanto, é que o “sentir” não pode ser definido, nem detalhado. Isto é, não tem como saber se o que estou “sentindo” é o mesmo que os outros sentem. Aliás, nem tem como ter certeza se o que os outros sentem é realmente a sensação que indica a presença do Todo-poderoso. Logo, tomar a experiência como referencial para isso é o mesmo que não ter referencial algum.

            Todavia, permanece uma dúvida: como saber se Deus está presente no culto? A resposta para essa indagação só pode ser encontrada nas Sagradas Escrituras. Senão vejamos: o Senhor Jesus deixou bem claro que sempre estará presente onde estiverem dois ou três reunidos em Seu nome (Mateus 18.20). Portanto, se você for a um templo no qual estejam reunidos crentes em Jesus Cristo, com intuito de adorá-lo, ainda que não haja aparelhagem de som, gritaria, pulos, ou qualquer outra manifestação de cunho pentecostal, tenha certeza: Ele estará presente. Foi o próprio Jesus quem afirmou isso.

Além disso, levando em conta o fato de que todos os convertidos são templo do Espírito Santo (“se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” – Romanos 8.9), não há como Deus não comparecer a um culto prestado por seus servos. Outrossim, não podemos descartar a última frase do Filho de Deus no Evangelho de Mateus: “[...] eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mateus 28.20). Ora, se Ele está conosco todos os dias, como pode haver um momento em que Ele não se faça presente entre nós? Até mesmo durante as perseguições, quando o que sentimos não é nada agradável, Jesus diz que o Espírito Santo está conosco: “Quando, pois, vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo” (Marcos 13.11).

            Definitivamente, a presença de Deus no culto não depende do que sentimos, mas sim de Sua graça. Até porque, nunca mereceremos o privilégio de nos relacionarmos com Ele. Os exemplos do Antigo Testamento, mencionados com frequência por quem defende o contrário são inaplicáveis, haja vista que os relatos que tratam do afastamento do Espírito de Deus por ocasião de algum delito humano referem-se a eventos anteriores ao cumprimento da profecia de Joel 2.28,29, que ocorreu em Atos 2. Desde então, o Espírito Santo não se retira mais. Afinal, Ele é “é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória” (Efésios 1.13,14); ou seja, é Ele quem garante a nossa herança.



Pr. Cremilson Meirelles

 

sábado, 9 de setembro de 2017

PAULO ERA MESMO UM APÓSTOLO?

Pastoral redigida para o Boletim Dominical da Primeira Igreja Batista em Manoel Corrêa