segunda-feira, 25 de agosto de 2014

FAZENDO JUSTIÇA À MARTA

Há muitos personagens bíblicos que, ao longo do tempo, vêm sendo relegados à marginalidade. Os pregadores os acusam de falhas e os apontam como maus exemplos, ressaltando apenas seus erros, esquecendo que muitos deles agiram de acordo com sua cultura. Um exemplo claro disso é Marta. Pois, enquanto Maria, sua irmã, em muitos discursos, é exaltada como padrão a ser seguido, dela só se destaca o lado negativo. Parece que em Marta não existem virtudes. Pelo menos é isso que alguns sermões indicam.
Sinceramente, não consigo concordar com esse pensamento. Por que Marta é crucificada enquanto Maria é exaltada? Será que a Bíblia dá respaldo para isso? Isso é justo com a personagem? Acredito que não. Por isso, com o fito de restaurar a imagem deteriorada de Marta e fazer justiça a essa serva do Senhor, pretendo, a partir da análise de alguns textos, mostrar o outro lado da história. Porquanto, embora muita gente veja as irmãs em questão como figuras antagônicas, a narrativa bíblica revela algo diferente.
A tradição tem defendido que Marta e Maria representam aspectos complementares da vida religiosa: a atividade e a contemplação. Essa concepção é resultado da interpretação de Lucas 10.38-42, onde se encontra o famoso episódio em que Marta se preocupa com os afazeres domésticos e Maria, assentada aos pés de Jesus, apenas ouve o Mestre. Por outro lado, usando o mesmo texto, tem-se difundido uma ideia que considero equivocada a respeito das irmãs. De acordo com essa linha, Marta seria o exemplo mais claro de alguém que se preocupa exclusivamente com as coisas materiais, enquanto Maria representa aqueles que optam pelo exercício mais intenso da espiritualidade. Assim, muitos pregadores transformam Marta em um símbolo da mentalidade materialista e Maria no modelo para o cristão genuíno.
Todavia, no texto mencionado não vejo indício algum de que Marta, com sua atitude, não estivesse priorizando Jesus. Ao contrário, a narrativa revela que foi ela quem o recebeu em sua casa (Lc 10.38). Ora, se Maria pode ouvir o Mestre foi porque Marta o hospedou. Como anfitriã, era natural que ela se preocupasse com o bem-estar de seu convidado. Até porque, como assevera Bailey (1995, p.105), “a responsabilidade oriental pelo hóspede é legendária”. Era uma questão de honra para o hospedeiro receber bem seus convivas. Por conta disso, ao contrário do que se apregoa comumente, Jesus, em momento algum, criticou a atividade de Marta ou a apontou como um erro. Ele somente ressaltou que, por ter se entregado tanto aos afazeres, ela estava perdendo a melhor parte daquele encontro.
Marta queria oferecer o melhor para Jesus, pois desejava agradá-lo. Afinal, era o mais ilustre dos convidados: o Cristo, o Messias prometido. Era nisso que ela cria! Por isso, em João 11.27 declara: “... Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”. Que mal pode haver em buscar fazer o melhor para o Salvador? Quem nunca fez o mesmo para agradar amigos e familiares? Como podemos criminalizar a atitude de Marta? Nem Jesus o fez! Aquela mulher deu um grande exemplo para nós. Ela mostrou que para agradar Jesus não se deve medir esforços. Ele tem de ser o centro. Tudo o que fazemos deve ser por Ele e para Ele.
Acredito que Marta estava convicta de que aquela era a hora da diaconia. Haja vista que Jesus, certamente, estava acompanhado de seus discípulos. Pelo menos é o que dá a entender Lucas 10.38, onde o evangelista assevera que “eles” estavam indo pelo caminho. Por conseguinte, “o senso de responsabilidade de Marta, como hospedeira, não permitiu que ela seguisse o exemplo de Maria” (ALLEN, 1983, p. 119). Isto não significa que ela considerava menos importante estar com Jesus. Tanto era importante para ela que o recebeu em sua casa.
Na verdade, quem foge à regra no episódio é Jesus. Marta fez o que era certo na sua época. O Mestre, porém, contrariando a mentalidade judaica, recebe uma mulher entre seus ouvintes. Ora, esse não era um costume dos mestres judeus. Até porque, de acordo com o pensamento rabínico, as mulheres eram incapazes de dedicar-se a temas tidos como sérios ou importantes. Sua função era procriar e cuidar do lar. O estudo da Torá era prerrogativa exclusivamente masculina. Nenhum rabi da época faria o que Jesus fez, pois só os discípulos, ou seja, só os homens, poderiam estar aos pés de seus mestres. Mesmo assim, Jesus vai de encontro ao seu contexto cultural e recebe Maria como aprendiz. Esta, sem dúvida alguma, era “uma inovação revolucionária, pois os rabis não ensinavam mulheres” (ALLEN, 1983, p. 119).  
À luz desse contexto, a indignação de Marta é bastante compreensível. Penso, inclusive, que qualquer um nós agiria da mesma forma naquela situação. Porque, enquanto ela se empenhava para dar o melhor para Jesus, sua irmã, ao invés de ajudá-la, preferia permanecer assentada, ouvindo-o.  Marta estava sobrecarregada e indignada com a atitude de Maria. As bases para o conflito estavam lançadas. Os desejos de Marta estavam em rota de colisão com os de Maria. Ah, como é atual esse texto! Quantas vezes, as mesmas circunstâncias são reproduzidas no seio da igreja: uns exercem intensa atividade enquanto outros permanecem na contemplação. Diante disso, os conflitos são praticamente inevitáveis.
Cabe ressaltar ainda que, conquanto o conflito não seja necessariamente uma consequência do pecado, certamente costuma ser uma ocasião para que o pecado aconteça (POIRIER, 2011). Mesmo assim, Marta ao invés de dar ocasião à carne e arrumar um problema com sua irmã, leva o caso ao Mestre. O único que pode solucionar nossos conflitos. Quem dera que em nossas igrejas houvesse atitudes como a de Marta! Muitos problemas poderiam ser evitados. Já imaginou? Se todos os crentes, em vez de ofender uns aos outros, levassem suas aflições a Jesus? Certamente, seria muito mais fácil pastorear. Não obstante, a maioria prefere acusar, ofender, maldizer ou desprezar o outro. Muitos nem pensam antes de agir, que dirá apresentar a questão a Jesus. Agem assim por se sentirem justificados pelo erro do outro.
No apelo de Marta também percebo algo que tem sido deixado de lado: ela reconhecia Maria como discípula. Veja bem: Marta apela para Jesus porque sabe que um discípulo reconheceria a palavra do Mestre como ordem. Sua ação é bem diferente da maioria de nós, visto que tendemos diminuir o status daqueles com quem estamos em conflito. Deixamos de referir-nos a eles com seus nomes pessoais e utilizamos uma linguagem reducionista, empregando termos como: ele, ela, eles, aquelazinha, dito cujo; isso quando não lançamos mão de palavras torpes. Ah... como precisamos aprender com Marta. Porquanto, além de identificar Maria como discípula e reconhecer que precisava dela, jamais deixa de reconhecê-la como irmã (v. 40).
Por mais que enfrentemos conflitos, nenhuma situação deve enfraquecer o vínculo fraternal. Isso vale para irmãos consanguíneos e irmãos na fé. Acima de tudo, somos irmãos. O próprio Jesus enfatizou isso em diversas ocasiões. Ao proferir o sermão do monte, por exemplo, momento no qual se dirigia a seus discípulos, por várias vezes Ele destaca que a outra parte do conflito é, na verdade, um irmão. Isso fica evidente em Mateus 5.22-24:

Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de insensato será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de tolo será réu do fogo do inferno. Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.


Essa é a visão de Marta: ela entende que por mais que a situação seja desagradável e que sua indignação seja razoável, em momento algum Maria deixa de ser sua irmã. Isto é, mesmo estressada, Marta ressalta três aspectos positivos de Maria: era sua irmã, aluna de Jesus e necessária para execução das tarefas. Como posso condenar essa mulher, que serve de exemplo para mim?
Na resposta de Jesus, inclusive, percebemos muito mais compreensão que nas homilias contemporâneas, uma vez que, além de falar com toda suavidade, o mestre deixa claro que sabe muito bem como Marta se sente em relação à atitude de sua irmã. De acordo com o relato de Lucas, no versículo 41, a ideia que Jesus queria transmitir era a mesma dos termos gregos merimnas e thorybazō; os quais significam, respectivamente, estar ansioso ou preocupado e estar angustiado. Isto é, Ele sabia exatamente qual era a condição emocional de Marta, pois conhecia profundamente seu coração. Jesus entendia perfeitamente sua preocupação com a excelência da recepção. Tanto, que Ele reconhece que ela estava cuidando de muitas coisas.
Todavia, Marta precisava entender algo que muitos dos seguidores de Jesus não compreendiam. O Rei dos reis não estava preocupado com a manutenção da tradição ou da etiqueta judaica. Ao contrário, em diversas ocasiões Ele confrontou a cultura da qual suas hospedeiras faziam parte. Porquanto, na verdade, Sua intenção era ensinar o evangelho, na teoria e na prática.
Por conseguinte, com todo amor, o Mestre esclarece que toda aquela preocupação e angústia eram desnecessárias. Até porque, Sua visita não era um evento meramente social, mas, acima de tudo, uma oportunidade para crescimento espiritual. Destarte, Ele salienta que Maria escolheu a melhor (agathé) parte. Sua frase não significa, necessariamente, que a escolha de Marta havia sido errada, mas que a de Maria fora melhor. Jesus não a condena, só diz que tudo aquilo não era preciso. Isto quer dizer que, embora houvesse outras coisas que podiam ser realizadas em favor dEle, apenas a parte espiritual era realmente essencial. Estar com Ele e ouvi-lo, sem dúvida, era mais importante do que preparar-lhe um banquete.
Não obstante, o episódio em tela deixa transparecer os traços mais marcantes da personalidade das irmãs de Lázaro: Marta queria dar, enquanto Maria desejava receber. Ao contemplar essas características, vejo como faz sentido a ideia tradicional de que a atitude delas representa aspectos complementares da vida cristã. Ademais, creio que há uma profunda lição a respeito do convívio cristão: a despeito das diferenças, o vínculo que nos une é muito mais forte do que aquilo que nos separa. Somos irmãos. Precisamos ter em mente que em tudo, seja na alegria ou na tristeza, Jesus está conosco. Quando o enxergamos onde Ele sempre está, no centro, fica muito mais fácil obliterar os conflitos.
Marta e Maria são exemplos disso. Apesar das diferenças, estão sempre juntas. Não há um texto sequer onde Marta apareça sem Maria e vice versa. De igual modo, ao analisarmos outra ocasião na qual o Mestre visita a família (João 12.1-3), percebemos que o serviço da primeira e a adoração da última são, de fato, marcas de suas personalidades. Porquanto, novamente Marta serve e Maria adora. Mesmo assim, o texto bíblico revela que Jesus as amava igualmente independente de suas vocações (João 11.5), pois reconhecia que tudo o que faziam era para agradá-lo. Destarte, Sua leve repreensão não interfere em Sua amizade com Marta. Tanto que retorna à sua casa (João 12.1-3).
Entretanto, ainda que Marta seja apresentada por alguns como materialista, em João 11, a Bíblia mostra que, mesmo abalada pelo falecimento do irmão, sua fé permanece inabalável. Isto fica patente em sua comovente confissão de fé: “Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo” (João 11.27). É ela, inclusive, que primeiro corre ao encontro de Jesus, enquanto Maria permanece em casa. Mesmo assim, há quem afirme que Marta critica a Jesus assim que Ele chega, visto que declara: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (João 11.21). No entanto, Maria diz o mesmo em João 11.32; o que era natural diante das circunstâncias. Ora, elas haviam perdido o irmão! Momentos como esse, inevitavelmente, nos levam a conflitos pessoais. Portanto, antes de julgá-las, precisamos tentar nos colocarmos no lugar delas.
O mais interessante é que, para Jesus, o suposto lado negativo de Marta, que tanto incomoda alguns, é completamente irrelevante. A despeito de seus erros, o Mestre continua a amá-la; o que, na verdade, é análogo ao Seu relacionamento conosco. Porquanto, apesar de nossas falhas, o Senhor dos senhores permanece nos amando incondicionalmente. Somos seus amigos, tal como Marta e Maria; e é no convívio com Ele que crescemos espiritualmente, porque, com amor e compreensão, Jesus nos ensina.
Assim, em meio aos conflitos inerentes à condição humana, seja como parte do Corpo de Cristo ou da sociedade secularizada na qual vivemos, assim como Marta, devemos dar ouvidos à voz do Mestre. Haja vista que, segundo Lucas 10.38-42, após escutar a orientação de Jesus, Marta não retrucou, nem se justificou. Acredito que ela procurou por em prática aquelas palavras. Pelo menos, o texto não diz o contrário. Logo, ao invés de criticá-la, devemos, na verdade, seguir seu exemplo. Até porque, podemos estar sendo réus das acusações feitas a Marta sem, nem mesmo, nos darmos conta disso.
Pr. Cremilson Meirelles


BIBLIOGRAFIA

ALLEN, Clifton J. Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento. Tradução de Adiel Almeida de Oliveira e Israel Belo de Azevedo. 3 ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1983. 9 v.

BAILEY, Kenneth E. A poesia e o camponês: uma análise literária-cultural das parábolas em Lucas. Trad. Adiel Almeida de Oliveira. São Paulo: Vida Nova, 1995.

CHAMPLIM, Russel Norman, 1933- O Novo Testamento Interpretado: versículo por versículo: volume 2: Lucas, João. São Paulo: Hagnos, 2002.

KOCHMANN, Rabina Sandra. O Lugar da Mulher no Judaísmo. Revista de Estudos da Religião Nº 2 / 2005 / p. 35-45. Disponível em: http://www.pucsp.br/rever/rv2_2005/p_kochmann.pdf

POIRIER, Alfred. O pastor pacificador: um guia bíblico para a solução de conflitos na Igreja. Tradução Marisa K. A. de Siqueira Lopes. São Paulo: Vida Nova, 2011.




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

SINCERIDADE SIM, GROSSERIA NÃO.

É muito comum ouvirmos pessoas se autodenominando “sinceras”, porque falam tudo o que pensam. Estes, com a justificativa da “sinceridade”, ofendem e magoam a muitos. Se alguém está acima do peso, eles falam em alto e bom som: “tá gordo, hein”! Se acham alguém feio, não se contêm e dizem: “você é feio pra caramba, hein”! Se conhecem uma pessoa desastrada, não perdem tempo e afirmam: “você não sabe fazer nada direito”! Me desculpe, mas se isso é sinceridade, nem me mostre o que é gentileza.
Ofender as pessoas, de maneira nenhuma traduz o real significado do termo sinceridade. O nome disso é grosseria; o que, definitivamente, não é uma virtude. É um defeito, pois machuca o outro e interfere nas relações interpessoais. Afinal, quem é que gosta de ser ofendido? Ninguém. Logo, o “sincero” ofensor tende a ser deixado de lado. Porque, a maioria das pessoas preferirá manter distância, em vez de ser magoado.
Na verdade, ser sincero não é falar tudo o que se pensa. Isso é inconsequência. Até porque, não precisamos falar tudo o que pensamos. A Bíblia, inclusive, diz que temos de ser tardios para falar (Tg 1.19). Não é errado manter o silêncio. A Escritura afirma que há “tempo de estar calado e tempo de falar” (Ec 3.7). Em Provérbios 17.28, ressalta-se que “até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio”. Portanto, muitas vezes, é mais sábio ficar calado do que falar e ser mal entendido ou ferir pessoas.
Por isso, Deus nos deu a capacidade de falar sem usar a voz, apenas pensando, e externar o que pensamos através da fala: porque há pensamentos que devem permanecer em nossas mentes. Se porventura você tem dificuldade em segurar sua língua, faça como o salmista: peça a Deus que lhe dê o controle necessário. “Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (Sl 141.3).
De nossos lábios devem sair somente palavras edificantes. A esse respeito, a Bíblia diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Ef 4.29). Porquanto, como salienta o texto bíblico, só o tolo tem prazer em descobrir seu coração (Pv 18.2), ou seja, só o insensato se compraz em tornar públicos todos os seus pensamentos.
A palavra sincero vem do latim sincerus, que dá a ideia de algo que cresce sempre da mesma maneira, igual a si mesmo, sem qualquer impureza. Isto é, ser sincero é ser verdadeiro, é viver aquilo que falamos e falar aquilo que vivemos, não ofender os outros. Sinceridade é não ter duas caras, não falar mal dos outros pelas costas. Uma fé sincera é uma fé verdadeira, não uma fé que me leva a agredir pessoas, mas que me leva a atitudes que evidenciem que sou discípulo de Jesus. Busque a verdadeira sinceridade, não esse falso entendimento defendido por alguns. Seja verdadeiro!
Pr. Cremilson Meirelles  



sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O QUE É SER PAI?

Ser pai é muito mais que contribuir geneticamente para a gestação de um bebê. É um relacionamento de amor incondicional. Isto é, o pai de verdade não exige nada de seu filho para que possa amá-lo. Ele simplesmente ama. Esse é o exemplo que o próprio Deus nos deu. Em 1João 4.19, por exemplo, a Bíblia diz que Ele “nos amou primeiro”. De igual modo, em Romanos 5.8 a Escritura afirma que “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Ademais, ao longo de todo o texto bíblico encontramos referências a Deus como Pai. Não somente um pai biológico, mas um Pai amoroso que nos adotou por pura graça (Gl 4.5).
Embora o homem tenha pecado e rompido a comunhão com Deus, o Senhor, desde o princípio, tomou a iniciativa para reconciliação. Porquanto, por amar-nos, Ele se preocupava com o futuro da humanidade. Por isso, investiu pesado na redenção humana, se comunicando com o homem, levantando profetas, juízes, reis e sacerdotes, além de enviar seu único filho para morrer por nós. Isso é ser pai de verdade! É se preocupar com o futuro dos filhos, é dedicar tempo, dar atenção e investir para que eles possam desfrutar de um futuro melhor e serem pessoas melhores.
Siga o exemplo do Pai dos pais, ame seus filhos, cuide deles, não somente comprando o que eles necessitam, mas ensinando-os no caminho que devem andar. Não se exima da responsabilidade! Observe o preceito bíblico que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”. Conforme o texto, para educar a criança “no caminho”, é necessário também estar nele. Isto é, você precisa ser exemplo para seus filhos. São as suas características, boas ou ruins, que você contemplará nas atitudes deles. Portanto, seja um imitador de Deus, como diz Efésios 5.1. Fazendo isso você será um pai exemplar. Feliz dia dos pais!


Pr. Cremilson Meirelles