sexta-feira, 30 de maio de 2014

GREVE POR MELHORES BÊNÇÃOS


Recentemente, temos assistido um turbilhão de greves pelo país afora. Vigilantes, rodoviários, policiais civis, professores... Cada vez aumenta mais o número de grevistas. Isto porque, com a proximidade da copa do mundo, os gastos com esse evento esportivo têm se avolumado, deixando carentes áreas muito mais importantes do que a organização de um campeonato mundial de futebol. Diante disso, profissionais de diversos segmentos têm protestado e reivindicado condições melhores.
Fazer greve, entretanto, não é novidade nenhuma na história universal. O relato mais antigo de que se tem notícia, por exemplo, ocorreu no Egito antigo, por volta de 1180 a.C., quando trabalhadores construíam a tumba do faraó Ramsés III. Tal como acontece hoje em dia, os operários interromperam suas atividades a fim de reivindicarem melhores condições de trabalho e o ressarcimento de pagamentos atrasados. Isto prova que greve não é invenção de brasileiro. A prática já existia antes do Brasil ser descoberto.
Contudo, o mais interessante nisso tudo é que as greves não se limitam à vida secular, ou seja, não são exclusivas dos profissionais mencionados acima. Parece absurdo, mas até nas igrejas existem grevistas. Isto é, há pessoas que, insatisfeitas com a ação divina em suas vidas, deixam de frequentar as reuniões da igreja da qual, até então, faziam parte, e apresentam sua reivindicação perante Deus: “se o Senhor não me abençoar, eu não volto”! Parece até que esse tipo de “negociação” é possível! É... mas existem pessoas assim, não duvide. Tem muita gente colocando Deus contra a parede (como se isso fosse possível), tal como o grevista faz com seu empregador, exigindo melhores condições, impondo termos, determinando, fazendo barulho para ver se incomoda o Senhor para que, enfim, Ele lhes abençoe.
Sinto dizer, mas esse tipo de debate com Deus não existe. Ele é o Todo-poderoso. Ou trabalhamos para Ele durante 24 horas, sem salário e sem folga, ou não somos seus servos. Não há meio termo, não há como fazer greve. O Cristão não tem folga! Nosso salário é o amor e a salvação que resulta da graça de Deus. Ou fazemos o que fazemos por amor, ou de nada adianta fazermos; ou somos cristãos o tempo inteiro ou não somos. E aí, como anda sua vida? Você anda fazendo greve de Deus? Tá na hora de parar, refletir e voltar às atividades. O tempo é hoje, a hora é agora! Volte para Cristo e para Sua igreja! Não dê ouvidos àqueles que têm te incentivado a manter-se longe. Estes fazem parte de um sindicato que não tem parte com Deus.

Pr. Cremilson Meirelles



quarta-feira, 28 de maio de 2014

ONDE ESTÃO OS PROMOTORES DA PAZ?

“Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Co 5.18).
            Algo que me inquieta quando olho para a igreja visível, ou seja, para o grupo de pessoas que professam a fé em Cristo, é o excesso de teoria e a escassez de prática. Versículos como o que citamos acima, são recitados, expostos e comentados, mas o “ministério da reconciliação” nem sempre é exercido. O que vemos é justamente o contrário: pessoas que deveriam amar, odiando o próximo, competindo por melhores posições na estrutura eclesiástica, desprezando o outro, amando mais a si mesmo do qualquer pessoa. É triste, mas muitos dos que estão arrolados em nossos róis de membros, ao enfrentarem conflitos, preferem evitar o contato com seus “desafetos” do que buscar a reconciliação. Assim, vemos no interior do templo, um lugar dedicado à adoração, atitudes que contrariam seu propósito, pois indivíduos que se auto denominam adoradores sentam em lados opostos, porque não querem relacionamento com uma determinada pessoa.
            Cristo nos concita a sermos pacificadores (Mt 5.9), porém muitos não estão preocupados com a promoção da paz. Porquanto, diante dos conflitos, a maioria prefere fugir. Um exemplo claro disso é o frequente abandono da igreja local por causa de problemas com algum membro ou com a liderança. Ao invés de tentar resolver a questão, a maioria opta por trocar de igreja. Isso acontece muito por ocasião da aplicação da disciplina, visto que nem todos estão dispostos a se submeter à correção de seu líder. Por isso, quando este disciplina o indivíduo, muitas vezes, o que ocorre é a troca de igreja ou o afastamento. Isto porque, embora muitos sigam a etiqueta evangélica e chamem seu líder de pastor, no fim, não querem ser pastoreados de verdade. O que querem é exercer atividades ao longo das programações da igreja, fazendo coisas que desagradam a Deus, mas sem sofrer nenhuma espécie de sanção disciplinar.
            Onde foram parar os promotores da paz? Por que, no interior dos templos evangélicos, há pessoas que não se falam? Por que alguns abandonam suas comunidades de fé por qualquer coisa? Por que, alguns, se não puderem cantar, tocar, pregar ou dirigir, ameaçam deixar a igreja? Por que não tentamos resolver os problemas ao invés de criá-los? Por que não respondemos aos conflitos de uma maneira diferente da que o mundo responde? A resposta é simples: mudamos nossos referenciais. A Bíblia há muito tempo deixou de ser regra. O alimento dos crentes vem da TV, com suas novelas e programas de humor cheios de pornografia. A regra agora é o que os tele pregadores e os cantores gospel dizem. É... precisamos voltar ao Evangelho; precisamos resgatar os princípios da reforma: só a Fé, só a Graça, só a Escritura, só Cristo e só a Deus Glória!     
Pr. Cremilson Meirelles

quarta-feira, 14 de maio de 2014

FAMÍLIA: UMA INSTITUIÇÃO ERGUIDA POR DEUS

"É muito bom viver em família! É mais que uma necessidade, é um prazer". Ao olhar para a família muitos fazem afirmações desse tipo. Alguns, inclusive, chegam até a dizer, com um sorriso estampado no rosto: "é... tudo que Deus faz é bom". Entretanto, a vida em família nos proporciona uma alternância entre momentos bons e difíceis; e, infelizmente, há grupos familiares que experimentam constantemente o sofrimento e as decepções. Talvez por isso, alguns a considerem um ambiente ruim, chegando, até mesmo, a afirmar que se trata de uma instituição falida. Isto porque, ao invés de reconhecerem que os falidos são eles mesmos, transferem a culpa para os outros. Nessa história, até Deus é colocado, por alguns, no banco dos réus. Porquanto, conforme entendem, se Ele criou a família, e ela não vai bem, significa que o Senhor cometeu um grande erro. Esse é o cúmulo da transferência de culpa! Deus criou, mas foi o homem quem bagunçou! O mesmo continua ocorrendo na atualidade; o homem coloca os pés pelas mãos, mas continua replicando: “... foi a mulher que Tu me deste”! Aliás, uma das características mais marcantes da humanidade é a constante tentativa de se justificar. É um fato: o ser humano tem dificuldade de reconhecer seus erros. Na teoria, falamos que os reconhecemos, mas na prática, continuamos tentando nos justificar perante os homens e perante Deus.
Querido, o Todo-poderoso não instituiu a família visando o seu fracasso, Ele não nos deu mandamentos para que os contemplássemos e disséssemos: é... ninguém é capaz de realizar isso! Não! Não foi para isso que Ele nos recriou em Cristo Jesus! Não foi para isso que Ele nos deu Sua Palavra! Não foi para isso que Ele instituiu a família! Na verdade, o altíssimo quis compartilhar conosco aquilo que desde a eternidade Ele, na sua triunidade, já desfrutava, a saber: a vida em família. Tudo o que existe é resultado da ação familiar do Deus triúno. Pai, Filho e Espírito Santo, a família perfeita. Foi com base nela que a família humana teve início. Nosso modelo, portanto, deve ser divino, não humano. A falência da família humana é resultado da falência moral do homem caído. Não se trata, portanto, de uma falha divina. Até porque, Ele não falha. Assim, se quisermos viver feliz em família, precisamos buscar orientações da família mais feliz do universo: a Trindade. O melhor de tudo, no entanto, é que esses conselhos nos são concedidos gratuitamente através da Palavra de Deus. Basta meditarmos nela e a praticarmos. Um dos princípios bíblicos mais básicos em relação à família é: “o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mateus 19.6). Mas o que Deus ajuntou? A resposta é simples: macho e fêmea, não o joãozinho e a mariazinha! Não use essa história de que o seu casamento não é de Deus para justificar a dissolução do matrimônio. Deixe o ego de lado e tente resolver os problemas, ao invés de aumentá-los, com acusações e discussões infindáveis. Não esqueça que “a palavra branda desvia o furor, mas a dura suscita a ira” (Provérbios 15.1). Deixe Deus guiar o seu lar!
Pr. Cremilson Meirelles